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Quanto cobrar pela mensalidade de um ginásio

O preço de uma mensalidade calcula-se com quatro números. O custo de uma hora, os lugares da aula, a ocupação real e as aulas que cada membro faz. Três deles já estão no teu histórico. Esta é a conta, passo a passo.

Equipa RummoPublicado a Atualizado a 5 min de leitura
Neste artigo · 7 secções
  1. 1.A conta começa na hora, não no mês
  2. 2.A ocupação real decide se o preço chega
  3. 3.Quantas aulas é que as pessoas fazem mesmo
  4. 4.Porque é que o mesmo espaço tem preços diferentes
  5. 5.Mexer no preço sem perder quem já cá está
  6. 6.O que fazer na segunda de manhã
  7. 7.Perguntas frequentes
Moedas de euro de vários valores espalhadas sobre uma superfície branca, a sair de um frasco de vidro.

A conta começa na hora, não no mês

Uma mensalidade é o preço de um acesso, e o que tu vendes são horas de sala com alguém a dar a aula. É a hora que tem custo, e é por aí que se começa.

O custo de uma hora são quatro coisas: quem dá a aula, a parte da renda que corresponde àquela hora, a parte das despesas fixas, e o desgaste do material. Somadas, dão o que aquela hora te custa esteja ela cheia ou vazia.

  1. 1.O custo da hora. Se o coach custa 15 € à hora e a renda mais as despesas fixas dão 2400 € por mês em 260 horas abertas, são mais 9,20 € por hora. A hora custa cerca de 24 €.
  2. 2.Os lugares. Doze lugares numa hora que custa 24 € dão 2 € de custo por lugar.
  3. 3.A ocupação que existe. Se a média é oito e não doze, o custo por lugar ocupado sobe para 3 €. É este o número que interessa, e não a lotação.
  4. 4.As aulas por membro. Uma pessoa que treina três vezes por semana faz cerca de treze aulas por mês. Treze lugares a 3 € são 39 € de custo por membro.

39 €

O que aquele membro te custa por mês, no exemplo acima. A mensalidade tem de cobrir isto e ainda deixar alguma coisa.

Os números do exemplo são de exemplo. A forma não é: custo da hora, lugares, ocupação real, aulas por membro. Troca-os pelos teus e o preço aparece.

A ocupação real decide se o preço chega

A lotação é o que cabe. A ocupação é o que esteve lá. A distância entre as duas decide se o preço chega.

E há uma segunda distância, entre as reservas e as presenças. Vinte reservas com catorze pessoas na sala não é uma hora cheia. É uma hora que parece cheia a quem olha para o mapa de reservas.

O preço calcula-se sobre a ocupação que existe, e não sobre a lotação que cabe.

Quantas aulas é que as pessoas fazem mesmo

Num plano ilimitado, esta é a variável que mais mexe na conta, e está no histórico de presenças. Uma pessoa que vem três vezes por semana e outra que vem seis custam-te o dobro uma da outra, e pagam o mesmo.

O número está no teu histórico de presenças, por pessoa e por mês. Sem ele, o preço de um plano ilimitado é um palpite sobre o teu próprio custo.

Porque é que o mesmo espaço tem preços diferentes

Porque nem todas as horas custam o mesmo nem valem o mesmo. Três coisas justificam preços diferentes, e todas se explicam numa frase a quem pergunta:

  • A hora. As 10:00 e as 19:00 não têm a mesma procura, e um plano que só dá acesso às horas vazias enche-as sem tirar lugares a ninguém.
  • A frequência. Duas vezes por semana custa-te menos do que ilimitado, e deve custar menos a quem compra.
  • O compromisso. Quem paga um ano à frente dá-te previsão de tesouraria, e isso tem um preço.

O que NÃO justifica um preço diferente é a pessoa ter pedido. Um desconto negociado à porta é um preço que deixa de se poder explicar, e que volta na boca de quem ouviu falar dele.

Mexer no preço sem perder quem já cá está

Um aumento aplicado a toda a gente no mesmo dia é o pior momento possível para descobrir quem estava indeciso. A forma que se aguenta é outra: o preço novo vale para quem entra a partir de uma data, e quem já cá está mantém o que tinha.

Isso obriga a conseguir ter duas pessoas no mesmo plano com preços diferentes, e registado como tal. Se o teu sistema não sabe fazer isso, a única maneira de subir preços é subir a toda a gente ao mesmo tempo.

O que fazer na segunda de manhã

Três coisas, e nenhuma delas precisa de comprar seja o que for. A última leva vinte minutos.

  1. 1.Soma o que te sai da conta todos os meses, mesmo que ninguém apareça: renda, seguros, água, luz, software, contabilidade. Divide pelo número de horas que abres.
  2. 2.Conta as presenças de uma semana normal, aula a aula. Não as reservas. A diferença entre as duas é a primeira surpresa.
  3. 3.Pega em cinco pessoas à sorte e conta quantas aulas fizeram no mês passado. É o número que falta à conta do teu plano ilimitado.

Mensalidades, packs e créditos montam-se uma vez, e o saldo de cada pessoa é a soma dos movimentos. Planos, mensalidades e packs de aulas

Perguntas frequentes

Devo cobrar o mesmo que o espaço do lado?
O preço dele foi calculado sobre a renda dele, a sala dele e a ocupação dele. Serve para saber o que o mercado aguenta, e não para saber se a tua conta fecha.
Vale a pena ter um plano ilimitado?
Vale quando sabes quantas aulas é que as pessoas fazem mesmo. Sem esse número, estás a vender um custo que não conheces. Com ele, é muitas vezes o plano mais simples de vender e de explicar.
E os descontos de família ou de estudante?
Funcionam quando são uma regra escrita e igual para todos os que se encaixam nela. Deixam de funcionar quando são uma decisão caso a caso, porque aí o preço passa a depender de quem pergunta.
Com que frequência se deve rever o preço?
Uma vez por ano chega, e no mesmo mês todos os anos. Uma data fixa faz da revisão uma rotina em vez de uma reação, e torna o aumento mais fácil de explicar.

Equipa Rummo

Quem escreve faz a Rummo, software de gestão para ginásios, boxes e estúdios: aulas, reservas, membros e pagamentos.

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